quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Tarefa 3ºs anos - Entregar dia 08/08/2017


Link para o texto: Os achados de Marrocos e as novas raízes da espécie humana (epor que é comum que a ciência se reconstrua;  

 

Provocações – Responder as questões numa folha separada, com nome, nº e turma (não precisa copiar as questões).
1- A partir da leitura do texto, que característica você apontaria como sendo própria do conhecimento científico?
2-Esse texto é um ‘texto científico’ ou um ‘texto de divulgação científica’? por quê?
3-De acordo com o autor do texto, por que a Biologia Evolutiva no Brasil é alvo de tantos ataques dos ‘negadores da ciência’?
4-Como você avalia os seus conhecimentos sobre ciência? Você se considera um ‘analfabeto científico’? Por quê?
5-Como você avalia o papel da escola na sua educação/formação científica?
6-A ideia da divulgação científica é aproximar a Ciência, os resultados de pesquisas científicas dos leigos, pessoas que não são especialistas no assunto. Você considera que o texto lido alcança esse objetivo? Se não, quais são as principais dificuldades/barreiras que um leitor não especialista encontra ao ler esse texto? Por que isso acontece? Como a escola poderia contribuir para solucionar esses problemas?  

Tarefa 2ºs anos - entregar dia 09/08/2017



Aulas de ética na rede, por Débora Crivellaro
Filósofos fazem sucesso nas redes sociais ajudando a popularizar o termo tão em voga no país de hoje
Nos últimos anos, a ética deixou de ser um termo dissecado em herméticas aulas de filosofia para começar a ser discutido em ensolaradas mesas de bar, animados almoços de família e, principalmente, nas tempestuosas redes sociais. A popularização do tema, obviamente, é resultado das mudanças que o país vem sofrendo nos últimos anos. Mas para que a palavra não caia num vazio existencial, muitas pessoas têm se guiado por espécies de gurus das ciências humanas, intelectuais que não se furtam em ensinar pelos meios de comunicação mais democráticos o que são esses assuntos debatidos há milênios e tão em voga no Brasil de hoje. Os mais famosos são os professores Clóvis de Barros Filho, Leandro Karnal e Mario Sergio Cortella, todos eles filósofos. Têm mais de um milhão de seguidores nas redes sociais, mais de dois milhões de visualizações em uma única palestra no Youtube, dezenas de livros publicados (alguns na casa de 200 mil vendidos) e são assíduos frequentadores dos grupos de Whatsapp.
Cada um faz entre 20 e 30 palestras por mês, inclusive no exterior, principalmente para empresas. “Ética é a ciência que estuda a moral”, afirma Clóvis de Barros Filho, que foi professor dessa disciplina por 30 anos em universidades de São Paulo. “E a ética só existe no coletivo”, completa. Ou seja, ela só faz sentido na convivência e no reconhecimento do outro. Seja com um, dez, centenas, um país. Cortella explica que o termo é um conjunto de valores e princípios de avaliação de conduta que não existe se não for plural – de novo, a questão da vida em sociedade. “É a ética que orienta as três grandes questões da vida humana: Quero? Posso? Devo?”, afirma o professor da Fundação Dom Cabral e comentarista da CBN e da TV Cultura. Segundo ele, uma atitude só é ética se as três respostas forem sim.
As normas morais nada mais são do que um zelo pelo convívio social. Basta imaginar um cidadão que mora sozinho num apartamento. Ele tem protocolos de conduta de uma pessoa que vive só. Até que passa a compartilhar o espaço com alguém. Rapidamente ele percebe que tem de parar de fazer parte das coisas que fazia. A partir do momento que passa a conviver, ele tem de impor um limite à sua conduta. Essa normatização, que ocorre no convívio de duas, cinquenta, ou cinquenta mil pessoas é que se chama ética. As pessoas podem e devem seguir em busca dos seus desejos, desde que não agridam os outros, apontam os especialistas.
É claro, como observa o professor Barros Filho, que quando tratamos desse assunto, é muito tentador pensar nas primeiras páginas dos jornais, onde não faltam histórias escabrosas de abalos de conduta. Mas há excelentes exemplos fora delas. “Não há problemas só no Palácio do Planalto ou no Congresso Nacional”, diz o professor. Um exemplo que ele gosta de dar aos seus alunos é o da piscina. “Sempre me intriguei como as pessoas conseguiam ficar duas, três horas sem sair da água para urinar. Pensava que eu tinha algum problema prostático. Até que li uma pesquisa canadense que constatava que havia 70 litros de urina em cada piscina”, diz Barros Filho.
“As pessoas condenam as outras a conviverem com seus excrementos simplesmente para não terem o desconforto de sair da água”, diz ele. Eis o ponto que explica por que muita gente tem dificuldade de incorporar a ética em sua rotina: “Ética pressupõe desconforto e maturidade.” A piscina, diz o professor, é uma alegoria: muitas pessoas fazem o que for preciso para ter vantagem. Ainda que coloquem em risco a vida de outros. Mas o professor Barros Filho faz um alerta. Numa sociedade onde as práticas mais corriqueiras são desrespeitadas, a civilização fracassou. Talvez por isso a ética começou a ser tão discutida por aqui. “O mundo está vivendo a crise da transição num cenário turbulento de ambiguidades que leva a diferentes leituras éticas simultâneas. Talvez nunca se tenha discutido tanto o que vale e o que não vale, com o agravante de as próprias instituições atravessarem séria crise de credibilidade”, afirma Leandro Karnal.
Se neste momento o país vive um desalento ao constatar a ausência de ética na sociedade, há uma boa notícia dentro desse desconforto: “Essa era uma palavra ausente do espaço público até 30 anos atrás”, diz Barros Filho. “Estamos vivendo uma revolução.” E nas empresas não é diferente. Cortella afirma que as companhias adotam o tema não para ele ser tratado como um bem subjetivo, mas como um valor negociável. “A ética é um elo estrutural, uma salvaguarda para as empresas, pois hoje em dia elas também são punidas em caso de malfeito de um funcionário”. E a pessoa nasce ou não ética? É possível aprender a ser ético? Essa é uma discussão antiga, de pelo menos dois mil anos. Barros Filho diz que há, sim, uma dimensão pedagógica, que pode ser aprendida na família, nas organizações religiosas, nas instituições de ensino e claro, nas empresas. Que nada mais é do que ensinar a respeitar os outros. “Afinal, o contrário de ético seria conduta  canalha”, encerra o professor.



- Responder em folha separada, com nome, nº e turma (não precisa copiar as perguntas)
1- De acordo com o texto, por que o tema ‘ética’ se tornou tão popular no Brasil nos últimos tempos?
2- Releia o texto a partir do 2º parágrafo. A partir das falas dos especialistas, responda: o que é ética?
3- No texto aparece a palavra ‘moral’. Qual seria relação entre ‘moral’ e ‘ética’?
4- Segundo os especialistas, por que as empresas estão preocupadas com a ética hoje?
5- Como você entende o exemplo da piscina dado pelo professor Clóvis? Segundo esse exemplo, o que significa agir de maneira ética?
 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Regras do Silogismo

Um silogismo é um argumento dedutivo especial formado por duas premissas e uma conclusão. As sentenças são formadas a partir de três termos, conforme esquema abaixo:

Todo M é P  - Premissa Maior
Todo S é M  - Premissa Menor
Todo S é P   - Conclusão

M: termo médio ou mediador
P: extremo maior
S- extremo menor 

Para que um argumento em forma silogística seja válido, ele deve obedecer a um conjunto de regras mais ou menos intuitivas, que são as seguintes:

1ª Regra: somente três termos (menor, médio e maior).
2ª Regra: os termos maior e menor nunca devem ter maior extensão na conclusão do que nas premissas.
3ª Regra: o termo médio nunca deve aparecer na conclusão.
4ª Regra: o termo médio deve ser tomado universalmente ao menos uma vez.
5ª Regra: de duas premissas negativas nada se conclui.
6ª Regra: de duas premissas particulares nada se conclui.
7ª Regra: a conclusão segue sempre a pior premissa.
8ª Regra: se as premissas são sentenças afirmativas, a conclusão não pode ser negativa.

Desse modo, na primeira figura silogística podemos ter quatro diferentes silogismos:

Todo A é B               Todo A é B                 Nenhum A é B           Nenhum A é B
Todo C é A            Algum C é A                       Todo C é A             Algum  C é A
Todo C é B            Algum C é B                  Nenhum C é B             Algum  C não é B