Diante dos acontecimentos mais recentes no cenário político nacional, deixo abaixo alguns links com sugestões de leituras.
Os textos indicados podem nos ajudar a refletir melhor sobre a polarização política patrocinada pela grande mídia e suas consequências a curto e médio prazo.
boa leitura.
Eliane Brum (El pais) - Na política, mesmos os crentes precisam ser ateus
José Roberto de Toledo (Estadão) - Cunha, Temer e Gilmar
Claudio Fonteles (Blog do Claudio Fonteles) - A constituição e o ministério público: reflexões necessárias
Matheus Pichonelli (Carta Capital) - "Tire suas próprias conclusões"
Vladimir Safatle (Folha de São Paulo) - Da arte de sujar o que se lava a jato
terça-feira, 22 de março de 2016
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Reorganização sem alarde
O ano letivo nem começou e o governo Geraldo Alckmin já está trabalhando a todo vapor para tornar aquela proposta de reestruturação escolar que levou vários alunos a ocuparem as escolas no final do ano passado em fato consumado.
A proposta anunciada de maneira desastrada no segundo semestre de 2015 e que culminou com a saída do ex-secretário da educação, Herman Voorwald, está de volta, só que de maneira discreta, na forma de resoluções independentes que permitem a superlotação de sala (Resolução SE 02, de 08/01/2016), o que resultou no fechamento de várias salas, ou que sucateiam ainda mais as escolas ao reduzir a quantidade de professores coordenadores por unidade escolar (Resolução SE 12, de 29/01/2016). Além disso, sob orientação de Diretorias de Ensino, tem escola se recusando a aceitar matrículas de alunos que não moram próximos à unidade escolar para depois alegar falta de demanda e então fechar salas.
Quando se trata de piorar a qualidade da educação pública, o governo do estado de São Paulo mostra que é especialista no assunto. Com redução de salas, houve, consequentemente, redução de aulas e muitos professores agora na atribuição terão que compor suas jornadas em mais unidades escolares, no fim das contas atuando em três ou quatro escolas diferentes, dependendo do caso.
Mas isso não é nada diante das consequências da Resolução SE 12, publicada no sábado, 30/01/2016. Ao mudar os critérios e estabelecer a diminuição do número de professores coordenadores nas unidades escolares, a secretaria coloca muitos professores em situação de dificuldade financeira. A Secretaria parece se esquecer que os professores têm família e contas a honrar. Parece se esquecer que as pessoas se planejam, fazem escolhas ao assumir um cargo. E nessa altura do campeonato, as escolas particulares já estão iniciando suas aulas, quem poderia ter pegado mais aulas ou mesmo corrido atrás de outros empregos já perdeu a vez. A falta de respeito desse governo com os professores parece não ter limites. Nesse sentido, infelizmente ainda podemos esperar coisas piores, como por exemplo, mais um ano seguido sem reajuste salarial. Sem reposição de inflação e com diminuição do número de aulas, muitos professores devem estar arrancando os cabelos diante das contas a pagar. Para piorar a situação, aqueles professores que dependem do IAMSP, devem rezar para não ficar doentes, pois os especialistas e as clínicas conveniadas com tal plano de saúde estão desaparecendo dia após dia.
Não vejo outra possibilidade de barrarmos todas essas palhaçadas a não ser a conscientização de alunos e pais e, desse modo, da sociedade, sobre a situação preocupante da educação pública nesse estado. Salas de aula com 44 alunos não me parece refletir o compromisso com a educação de qualidade que a Secretaria de Educação costuma alegar em seus discursos. Um passo importantíssimo em direção a uma educação de qualidade seria a redução do número de alunos por sala. As condições demográficas do estado nesse momento favorecem essa medida, pois como alega a Secretaria de Educação, houve nos últimos anos redução de natalidade, no entanto, a opção do governo de Geraldo Alckmin é fechar salas e permanecer com salas lotadas.
Enquanto a Educação for vista como gasto e não como investimento, nós continuaremos sendo vítimas de políticas públicas que, ao primeiro sinal de crise, cortam gastos na Educação para garantir o investimento na construção de rodovias. Essa inversão de valores precisa ser combatida. Investir em Educação é investir no futuro, é investir em qualidade de vida. Todos juntos, professores, alunos, pais e sociedade em geral, temos o dever de cobrar ações em prol de uma educação pública de qualidade.
Francine Ribeiro
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Novidades do dia!
Acredito que todos estejam acompanhando as novidades do dia. Eu estou particularmente feliz!
Comecei o dia muito bem ao ler que Popularidade de Alckmin atinge pior marca, aponta Datafolha - 04/12/2015 - Cotidiano - Folha de S.Paulo
Popularidade de Alckmin atinge pior marca, aponta Dataf...
A combinação entre a persistente crise da água e o controverso plano de remodelação do sistema público de educação pode ter produzido um marco histórico no Esta...
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No meio do dia veio outra boa notícia: Sob protestos, Alckmin suspende plano de reorganização de escolas - 04/12/2015 - Educação - Folha de S.Paulo
Sob protestos, Alckmin suspende plano de reorganização d...
Sob uma série de protestos e com seu mais baixo índice de popularidade, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu suspender o plano de reorganização da rede de...
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O pronunciamento do Governador foi ridículo, mas mostrou que os estudantes abalaram as estruturas desse governo...
Alckmin suspende reorganização em 2016 e promete diálo...
'Vamos dialogar, escola por escola', disse o governador. Ele citou frase do Papa sobre 'indiferença egoísta' e 'protesto violento'.
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Um pouco depois, mais uma boa notícia!! Parece que agora quem precisa de Reorganização é a Secretaria de Educação...
Secretário da Educação de SP deixa cargo após recuo em r...
Herman Voorwald não é mais o secretário da Educação de São Paulo. A Folha apurou que Voorwald pediu para deixar a pasta após o governador Geraldo Alckmin (PSD...
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O que a queda da popularidade não faz, hein, senhor Alckmin? No início da semana, vazava áudio no qual pudemos ouvir do Padula (chefe de gabinete do então secretário da educação) que o Alckmin não pensava em arredar o pé, não mudaria nada... Se alguém não ouviu, vale a pena (na verdade é nojento, mas é necessário conhecer os 'inimigos' dos estudantes, afinal eles falavam em guerra - e foi o que vimos essa semana, a polícia do Alckmin descendo o cacete em menores...) http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/12/video-mostra-tumulto-entre-policiais-e-manifestantes-em-escola-de-sp.html
Como disse uma amiga minha, 'o correio popular capitou bem o espírito picolé de chuchu do Governador'.... http://correio.rac.com.br/_conteudo/2015/12/nacional_mundo/402596-alckmin-cede-a-pressao-e-suspende-reorganizacao.html
Deixando as brincadeiras de lado, eu realmente espero que esses estudantes, e que os outros que só assistiram a tudo isso, tenham compreendido a força que eles têm! Espero que 2016 seja um ano para mudar a cara da Educação do Estado de São Paulo.
O agora ex- Secretário assumiu que a situação é vergonhosa (Certamente isso não agradou o Governador...). Um idesp de Ensino Médio (índice de desenvolvimento da educação do estado de São Paulo) de 1,93, numa escala de 0 a 10, é muito mais que vergonhoso! No entanto, a Secretaria anda por caminhos tortuosos e que se distanciam anos luz da possibilidade de melhorar essa realidade. Política de bonificação que incentiva (e pior ainda, faz pressão/chantagem) para que alunos sejam aprovados (ou seria empurrados??) sem ter o mínimo de condição de continuar um verdadeiro processo de aprendizagem, não é vergonhoso, é criminoso! Negar reajuste aos professores - veja bem, reajuste, não é nem aumento...- é mostrar que esse profissional não tem mesmo nenhum valor! Fechar escolas, alegando que há vagas ociosas, bom, a sociedade mostrou que isso foi um erro tremendo.
A luta, de estudantes e professores, deve ser por redução do número de alunos por sala. Devemos em 2016 lutar por salas com no máximo 25 alunos. Só assim começaremos a falar em melhoria da educação. Se o problema do Estado não é corte de custos, então seria de bom tom o Governador dar uma voltinha pelas escolas e começar a rever o que ele chama de investimento em Educação. Temos muitas escolas caindo aos pedaços, necessitando reformas urgentes. Muitos alunos que não sabem o que é um laboratório de informática, química, biologia ou de física.
Enfim, espero muito que as novidades de hoje sejam sinais de novos tempos!
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
Sobre reorganização, ocupações e as 'táticas de guerra' da Secretaria de Educação
Estou sem tempo para escrever, mas gostaria de compartilhar links interessantes para que possam pensar um pouco sobre o que está acontecendo.
Façam o exercício de comparar os textos, os termos usados por cada jornalista/revista/jornal.
Correio popular: Alckmin decreta reorganização na terça-feira
G1: Governo de São Paulo fala de 'ações de guerra' contra ocupações em escolas
Carta Educação (carta capital): "Nem passa pela cabeça de Alckmin voltar atrás" diz gravação vazada sobre reorganização escolar
Folha de São Paulo: ué, estranho, na folha não apareceu nem uma notinha....Pera aí, saiu sim: Escolas ocupadas em Paraisópolis têm tumulto e ofensas a alunos, mas e sobre o áudio? Vejam o tom da notícia...Governo fará visitas a escolas ocupadas para tentar frear protestos
Em
Estadão: Esse também prefere não falar nada sobre a reunião de domingo.... Melhor falar que os alunos estão causando tumulto nas ruas de São Paulo.... Estudantes interditam cruzamento com mesas e carteiras
Façam o exercício de comparar os textos, os termos usados por cada jornalista/revista/jornal.
Correio popular: Alckmin decreta reorganização na terça-feira
G1: Governo de São Paulo fala de 'ações de guerra' contra ocupações em escolas
Carta Educação (carta capital): "Nem passa pela cabeça de Alckmin voltar atrás" diz gravação vazada sobre reorganização escolar
Folha de São Paulo: ué, estranho, na folha não apareceu nem uma notinha....Pera aí, saiu sim: Escolas ocupadas em Paraisópolis têm tumulto e ofensas a alunos, mas e sobre o áudio? Vejam o tom da notícia...Governo fará visitas a escolas ocupadas para tentar frear protestos
Em
Estadão: Esse também prefere não falar nada sobre a reunião de domingo.... Melhor falar que os alunos estão causando tumulto nas ruas de São Paulo.... Estudantes interditam cruzamento com mesas e carteiras
Sobre o áudio que está circulando por aí, quem quiser ouvir as sábias palavras desse pessoal da Educação de São Paulo clique aqui!
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